As redes sociais tornaram-se palco para a expressão do inconsciente colectivo. nelas, projectamos medos, frustrações e desejos de reconhecimento. O que deveria ser um espaço de diálogo e partilha muitas vezes transforma-se num terreno de hostilidade, onde a crítica legítima dá lugar ao ataque, e o debate é substituído pelo bullying digital. Como se asContinueContinue a ler “Redes sociais como conflito”
Author Archives: Catarina SottoMayor
A recusa da mulher como vítima: para uma visão de um novo feminismo
O feminismo contemporâneo enfrenta o desafio de libertar a mulher da narrativa que a coloca sempre no lugar da vítima. Ao longo da história, muitas autoras identificaram como a cultura patriarcal produz esta posição. Actualmente, é necessário repensá-la. Simone de Beauvoir, Virginie Despentes, Audre Lorde e Bell Hooks oferecem perspetivas distintas, mas convergentes, na construçãoContinueContinue a ler “A recusa da mulher como vítima: para uma visão de um novo feminismo”
A ética do respeito
Ser discreta é uma forma de lealdade. Nunca me foi natural atravessar as fronteiras da intimidade alheia; sempre senti que o que pertence ao outro deve permanecer protegido, como um jardim que só floresce quando não é pisado. O que me dói é perceber que nem todos entendem este silêncio como respeito e que aContinueContinue a ler “A ética do respeito”
O amor entre a sede e o medo
Amar, diria Bell Hooks, é uma prática, um verdadeiro compromisso revolucionário. Não um capricho ou um acaso, mas de um exercício diário de cuidado, de respeito e de crescimento mútuo. Bauman, por outro lado, descreve o amor de forma líquida, como experiência volátil, onde o desejo se confunde com o consumo e o medo daContinueContinue a ler “O amor entre a sede e o medo”
“A Médica” no Trindade
A peça de teatro A Médica, inscreve-se numa tradição dramatúrgica que procura interrogar os limites éticos da prática médica, mas fá-lo de uma forma que, paradoxalmente, reduz a complexidade dos seus próprios pressupostos. De grande força e fortíssimas interpretações, a peça apresenta questões fundamentais sobre o poder, a responsabilidade e a subjetividade no exercício daContinueContinue a ler ““A Médica” no Trindade”
Popper et al. sobre a Psicanálise
Um dos principais críticos das teorias de Freud foi o Karl Popper (1902-1994). Um dos mais influentes filósofos do século XX. Popper considerava a psicanálise como uma pseudociência por produzir hipóteses que não podiam ser refutadas empiricamente. Chegou mesmo a comparar a psicanálise à astrologia. Defendia que a ciência se diferencia da pseudociência, porque hipótesesContinueContinue a ler “Popper et al. sobre a Psicanálise”
Entrevista de Herberto Helder por Herberto Helder: “As turvações da inocência”
Entrevista escrita por Herberto Helder para uma revista ja desaparecida “Luzes da Galiza”. A presente entrevista foi republicada pelo Jornal Público a propósito da segunda edição do livro “Poesia Toda” na Assírio e Alvim.
“Sobre este livro, sobre os equívocos do surrealismo e da psicanálise, sobre a terrível catástrofe do sucesso, sobre a solidão planetária de um poema. Sobre as turvações da inocência e a morte da alma” in Público. 1990
Susan Sontag
Desde meados dos anos sessenta, que Susan Sontag se tornou uma figura proeminente na cena intelectual nova-iorquina. O seu primeiro livro foi The Benefactor (1963), e desde então publicou duas outras obras de ficção. No entanto, a sua reputação baseia-se sobretudo nos seus ensaios, que contribuíram para propagar o entusiasmo por escritores, pensadores e realizadoresContinueContinue a ler “Susan Sontag”
Análise Psicanalítica de Personna: Tradição e Modernidade
De 1966, Personna de Ingmar Bergman, é uma referência na cinematografia. A obra remete tanto à tradição do teatro trágico da Grécia – no sentido da representação de papéis, à teoria psicanalítica junguiana, com o conceito de máscara, à teoria freudiana da divisão do sujeito em consciente e inconsciente, e, também, quanto à proposta lacanianaContinueContinue a ler “Análise Psicanalítica de Personna: Tradição e Modernidade”
Mitos sobre a hipnose clínica
O que lhe ocorre quando pensa em hipnose? Imagina um espetáculo com alguns dos seus amigos no palco a ladrar como cães? Imagina alguém que balança um pêndulo e os olhos da pessoa começam a rodopiar? Estes são alguns dos exemplos a que a hipnose é tipicamente retratada; no entanto, essa ideia tem pouca semelhançaContinueContinue a ler “Mitos sobre a hipnose clínica”